segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Motivos que fazem as pessoas deixarem as igreja


Tem crescido em todo o mundo o número de pessoas que se dizem desiludidas com as igrejas evangélicas. Elas escolheram ficar afastadas de suas denominações, e suas justificativas giram em torno da decepção com instituições e pessoas.
Alguns, depois de vagarem por várias congregações, levantaram a bandeira que a igreja organizada faliu e que é totalmente desnecessário terem vínculos e seguirem regras.
No Brasil, esse pensamento tem ganhado força no movimento dos "desigrejados", que já somam milhões de ex-membros provenientes de inúmeros seguimentos. Eles não se consideram desviados por viverem assim. Na maior parte dos casos, os desligamentos das igrejas foram motivados por problemas de relacionamento interpessoal. Encontramos pessoas feridas por mentiras, abusos espirituais, julgamentos, maus tratos, escândalos etc.
Vou contar minha experiência pessoal para elucidar melhor o assunto. Estou prestes a completar 25 anos na Igreja e, neste tempo, conheci milhares de pessoas. Dentre elas, muitas sinceras e de excelente caráter e postura. Porém, também vi algumas de má índole que buscavam apenas promoção e glória. Reconheço, por experiência própria, que essa minoria impõe sofrimento aos outros membros sim. Mas decidi não permitir que a minha fé entrasse em crise por causa disso. Creio que fugir da igreja não impedirá ninguém de experimentar decepções.
Quantas vezes você se desentendeu com algum familiar? Mas você não se excluiu de sua família por causa disso.
Se, para proteger a fé, tivéssemos que viver sozinhos e isolados, o Próprio Senhor Jesus daria esse exemplo. Entretanto, Ele fez exatamente o contrário. Mesmo com o sistema religioso corrompido e hipócrita de Sua época, Ele foi um judeu zeloso. Frequentava o Templo e as sinagogas. Ele cumpriu a Lei, mas rechaçou as tradições. Ele sabia que não teria como influenciar os outros se não estivesse próximo deles. Conviveu com todo tipo de pessoas, mas uma minoria era verdadeira. Para evitar decepções, nos ensinou que não devemos esperar muito dos homens, pois são falhos.
Aprendi que quando um homem de Deus está no Altar, ele é o canal Divino para o povo. Mas, fora do Altar, é uma pessoa normal, com personalidade, qualidades e defeitos. Infelizmente, as pessoas projetam nas outras uma identidade de “super santas” e não se preparam para ver suas falhas. Então, escandalizam-se e se perdem.
Claro que estou falando de erros, pois, tratando-se de pecado, as pessoas que o praticam não estão aptas para ensinar ninguém. É por isso que as igrejas devem contar com a disciplina.
Entenda também que não é porque alguém pecou que você vai deixar que sua fé se esfrie. Devemos manter os olhos fitos no Maior Exemplo, e não cair no erro de acharmos que não existem mais pessoas sinceras e interessadas no benefício do seu próximo.
Se você que está lendo este texto agora passou por situações muito ruins que o fizeram se afastar, lamento muito. Mas seria bom que você repensasse sua decisão e voltasse atrás. Creia que o Altíssimo pode transformar em bem todo o mal que você viveu, e ainda usará isso para o seu crescimento.
Pense: como Ele fará justiça, ou irá defendê-lo, se você se cansou, desistiu ou agiu por conta própria?
Conviver com as pessoas dói, mas nos lapida e ensina.
E quanto às regras existentes nas igrejas, que alguns criticam tanto, saiba que elas são necessárias. Imagine um lugar onde centenas ou milhares de pessoas se reúnem e cada uma decide fazer o que quer, como quer, na hora que quer?
Diante dos milhões de homens e mulheres que estão colocando sua Salvação em risco, ao sustentar esse pensamento, quero dizer que não defendo aqui a placa de uma igreja, pois tenho consciência de que ela não salva. Meu objetivo é mostrar que a igreja física é fundamental para você ser corrigido, exortado, estimulado a dar frutos e a desenvolver os dons. Viver longe dessa comunhão é o mesmo que separar o peixe da água, o sangue do corpo, as nuvens do céu ou Cristo de Sua Igreja.

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